19 de outubro de 2008

Produção de células sexuais

A partir da puberdade, o homem produz células sexuais (na forma de espermatozóides) continuamente. Em contrapartida, assim que uma mulher nasce, ela já produziu todos os óvulos que deveria produzir por toda a vida. Quando chega na puberdade, os óvulos começam a se desenvolver e são liberados. Este processo continua até a menopausa. Em homens e mulheres, a produção de células sexuais envolve meiose, um tipo de divisão celular onde nossos dois grupos de instruções genéticas são reduzidos a um único grupo para a célula sexual.

Imagem cedida por U.S. DOE, Human Genome Project (Projeto Genoma Humano, esforço de pesquisa internacional para identificar e mapear todos os genes do DNA humano, iniciado em 1990)

Cada célula em nosso corpo contém um conjunto de cromossomos de nossa mãe (seu óvulo) e de nosso pai (seu espermatozóide). Quando o corpo produz células sexuais (espermatozóides ou óvulos), ele deve reduzir o número de cromossomos pela metade para entrar nas células sexuais. Para fazer isso, ele combina aleatoriamente cromossomos de ambos os grupos em uma divisão celular e os reduz à metade em outra. Portanto, cada espermatozóide ou óvulo que nosso corpo produz é único e diferente, com uma combinação diferente dos genes de nossos pais. É por isso que dois irmãos na mesma família podem parecer e agir de forma totalmente diferente um do outro, mesmo vindo dos mesmos pais - tudo depende de quais genes (cromossomos) foram escolhidos na produção das células sexuais da mãe e do pai.

Um pouco sobre GENÉTICA - Gregor Mendel


Olá, turminha!
Como havia prometido, segue uma matéria da revista Ciência Hoje das Crianças falando sobre o pai da genética.
Beijos,
Pollyana

A fantástica história do monge e suas ervilhas
Saiba quem foi o austríaco Gregor Mendel, considerado hoje o pai da genética!

Alguém já disse que você tem os olhos do seu pai ou o nariz igual ao da sua mãe? Porque será que somos parecidos com nossos familiares? Se você já se perguntou alguma vez como as características físicas passam de geração em geração, saiba que a resposta para essa questão foi encontrada pela primeira vez em um jardim... Mas o que será que as flores têm a ver com as características físicas dos seres humanos? Epa, alguém disse flores? Não estamos falando de um jardim florido, mas de um jardim repleto de ervilhas!

Se você quiser saber como as experiências com ervilhas mostraram que as características físicas de uma geração são transmitidas às gerações seguintes, precisa conhecer a história de Gregor Mendel, o monge que descobriu o segredo da hereditariedade usando um jardim, algumas ervilhas e muita, muita inteligência.

Mendel nasceu em 1822, na cidade de Heizandorf, na Áustria. Aos 21 anos, entrou no monastério de São Tomás em Brunn, atual Brno. Para se tornar monge, era preciso entender de religião, mas também de ciências. Ele se tornou monge em 1847 e em 1851 resolveu se aprofundar em disciplinas como física, matemática e ciências naturais na Universidade de Viena. Ao se formar, depois de quatro anos, iniciou uma série de trabalhos com plantas no monastério para descobrir como se transmitem as características hereditárias.

Estátua de Mendel no Mosteiro de São Tomás


Os contemporâneos de Mendel não acreditaram nele, pois estavam ouvindo pela primeira vez suas descobertas, que são hoje o ponto de partida para quem quer estudar genética. Ele foi um homem à frente de seu tempo e a História guardou um lugar especial para sua memória. O monge passou a ser considerado o pai da genética! O reconhecimento é tanto que construíram uma estátua de pedra em sua homenagem no jardim mais importante do Mosteiro de São Tomás, onde ele fez suas primeiras descobertas.

Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos -- animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos -- são realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos.

Enfim, muita coisa pode ser feita com o estudo da genética. Não se admire se um dia você acordar com uma imensa vontade de ser geneticista! Lembre-se que toda essa história começou em um jardim, com um monge sabido que cultivava ervilhas...


Sarita Coelho
Ciência Hoje das Crianças
04/04/02