4 de junho de 2008

Minas Gerais

O maior estado do Sudeste e o principal produtor de café e leite do país, Minas Gerais torna-se,
nos últimos anos, mais industrializado que o Rio de Janeiro, ficando atrás apenas de São Paulo.
Quase todo o território do estado se localiza em planaltos, com uma paisagem marcada por
montanhas, vales e grutas. Sua principal atração turística é o patrimônio de arquitetura e arte
colonial conservado em cidades históricas, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Sabará, São
João del Rey e Diamantina, que prosperaram em virtude da extração de ouro no século XVIII. Em 1999, Diamantina é a segunda cidade mineira tombada pela Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio histórico da humanidade. A
primeira, Ouro Preto, foi tombada em 1980 e mantém em suas ladeiras íngremes o calçamento
original de 300 anos atrás. Nessa cidade mineira fica o mais completo e bem conservado
conjunto de obras do Aleijadinho.
A culinária de Minas é uma cozinha de viajantes, baseada na carne de porco e servida com
feijão, couve, quiabo, milho ou mandioca. O principal ingrediente é a própria banha do porco.

Economia – Entre 1990 e 1998, cerca de 500 indústrias instalam-se em território mineiro. Os
produtos mais vendidos pelo estado são minério de ferro, aço, café, pedras preciosas, veículos,
autopeças e celulose.
A presença de diversas montadoras de automóvel em Minas Gerais atrai muitas empresas de
autopeças, tornando a indústria responsável por 41,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro,
que por sua vez representa 9,6% do PIB nacional. Além da Fiat, em operação em Betim desde
1976, e da Mercedes-Benz, do grupo Daimler-Chrysler, em Juiz de Fora desde 1999, a Iveco
chega ao Brasil em 1997, instala-se em Sete Lagoas e, em 2000, começa a fabricar furgões e
pequenos caminhões.
Minas é o maior produtor brasileiro de minério de ferro: extraiu 163 milhões de toneladas em
2000. Outros minerais explorados são o ouro e o zinco. O estado importa minerais não-ferrosos,
veículos e peças, carvão, fertilizantes e petroquímicos.
Minas Gerais mantém a liderança nacional na agropecuária, atividade que ocupa quase 70% da
área e se concentra sobretudo no sul, no sudeste e no Triângulo Mineiro. O estado possui o
segundo rebanho bovino mais numeroso do Brasil, depois de Mato Grosso do Sul. E produz a
metade da safra brasileira de café, além de ser o segundo maior produtor de feijão, atrás do
Paraná, e o terceiro de milho.

Índices sociais – Minas Gerais ainda não conseguiu resolver o desequilíbrio social e econômico entre suas regiões. O sul concentra as indústrias e grande parte da atividade agrícola e apresenta indicadores sociais próximos aos do estado de São Paulo. Castigado pela seca, o norte é uma
das áreas mais pobres do país, com precária rede de esgoto, alta taxa de mortalidade infantil e
de analfabetos e baixa produtividade econômica.
A renda per capita média do estado é de 5.239 reais, mas na região da seca esse valor despenca
para cerca de 3 mil reais .
Minas também sofre com a concentração de terras e as disputas fundiárias. Segundo o
Ministério do Desenvolvimento Agrário, o número de ocupações de terra em 2001 foi o segundo
maior no país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul.

Capital – Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, composta de 34 municípios, o
desemprego aumenta na década de 1990 e chega a 18,31% em 2000, segundo pesquisa da
Fundação Seade. Um setor que se vem desenvolvendo é o de biotecnologia: 40 empresas na
região faturam cerca de 160 milhões de reais por ano.

História
As Minas Gerais começam a integrar-se à vida colonial no fim do século XVII, quando os
bandeirantes paulistas descobrem as primeiras jazidas. Em pouco tempo, a região atrai grande
número de colonos portugueses que, com seus escravos africanos, buscam lavras de ouro e
diamante. À medida que cresce a produção, aumenta a fiscalização por parte da Coroa.
Despontam conflitos pelo direito de exploração das minas, como a Guerra dos Emboabas, em
que mineradores paulistas se opõem a comerciantes portugueses e brasileiros, e a Revolta de
Vila Rica, cuja origem é a mesma da Inconfidência Mineira: uma reação à política fiscal de
Portugal. Em meados do século XVIII, a mineração está no auge da capacidade produtiva, e a
sociedade mineira vive o esplendor do barroco. Logo depois começa o declínio, provocado pelo
esgotamento dos veios e pela pesada tributação. Em 1789, a capitania deve à Coroa perto de 400 arrobas de ouro, ou aproximadamente 6 toneladas, em quintos atrasados. A cobrança excessiva
de impostos alimenta movimentos favoráveis à independência, como a Inconfidência Mineira, na
qual se destaca especialmente a figura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
Após a independência, Minas começa a recuperar-se graças à expansão cafeeira, sobretudo no
sudoeste e em áreas vizinhas ao Vale do Paraíba.
A província participa ativamente da vida política do Império. Junto com Rio de Janeiro e São
Paulo, forma o núcleo do poder e a base de apoio do governo imperial contra as revoltas
provinciais durante a Regência. Na República, a força e o prestígio político mineiros estão
presentes na política do café-com-leite, uma aliança em que as oligarquias desses estados se
revezam na Presidência. Quando São Paulo rompe o acordo, pressionado pela crise do café,
Minas reage e, junto com o Rio Grande do Sul e estados do Nordeste, promove a Revolução de
1930, que põe fim à República Velha.

Participação política – Sempre dividido entre dois partidos tradicionais – Liberal e Conservador, no Império, e Partido Social Democrático (PSD) e União Democrática Nacional (UDN), na República –, o estado continua a intervir fortemente na vida política do Brasil. Há o Manifesto dos Mineiros, de 1943, contra o Estado Novo, a eleição de Juscelino Kubitschek para a Presidência da República, em 1955, e o apoio ao golpe militar de 1964. Até a década de 1960, porém, Minas Gerais permanece num plano secundário em relação ao desenvolvimento industrial do país, como grande fornecedor de insumos (minério de ferro, energia elétrica, aço e produtos agropecuários) a outros centros de maior consumo e produção industrial.
A partir dos anos 1970, com os incentivos fiscais dos governos federal e estadual, Minas amplia
e diversifica sua base industrial, sobretudo nos setores têxtil, químico, siderúrgico,
mecânico-metalúrgico e agroindustrial. É criado também um pólo automobilístico na Região
Metropolitana de Belo Horizonte. Minas tem a terceira maior participação no PIB nacional, com
9,6%, enquanto no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ocupa uma posição intermediária
entre os estados brasileiros.

DADOS GERAIS

GEOGRAFIA – Área: 586.552,4 km2. Relevo: planaltos com escarpas e depressão no centro.
Ponto mais elevado: pico da Bandeira, na serra do Caparaó (2.889,80 m). Rios principais: São Francisco, Jequitinhonha, Doce, Grande, Paranaíba, Mucuri, Pardo. Vegetação: floresta tropical, a maior parte com faixa de cerrado a nordeste. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Belo Horizonte (2.238.526), Contagem (538.017), Uberlândia (501.214), Juiz de Fora (456.796), Montes Claros (306.947), Betim (306.675), Uberaba (252.051), Governador Valadares (247.131), Ribeirão das Neves (246.846), Ipatinga (212.496) (2000). Habitante: mineiro.

POPULAÇÃO – 17.891.494 (2000). Densidade: 30,5 hab./km2 (2000). Cresc. dem.: 1,4% ao ano (1991-2000). Pop. urb.: 82% (2000). Domicílios: 4.765.258 (2000); carência habitacional: 632.057 (est. 2000). Acesso à água: 83%; acesso à rede de esgoto: 70,7% (2000). IDH: 0,823 (1996).

SAÚDE – Mort. infantil: 25,7‰ (2000). Médicos: 15,5 por 10 mil hab. (set./2002). Leitos hosp.: 2,8 por mil hab. (jul./2002).

EDUCAÇÃO – Educ. infantil: 501.114 matrículas (74,5% na rede pública). Ensino
fundamental:
3.525.872 matrículas (93,8% na rede pública). Ensino médio: 915.555 matrículas (89% na rede pública) (prelim. 2002). Ensino superior: 239.456 matrículas (35,6% na rede pública) (2000). Analfabetismo: 10,9%; analfabetismo funcional: 30,8% (2000).

GOVERNO – Governador: Aécio Neves (PSDB). Senadores: 3. Dep. federais: 53. Dep.
estaduais:
77. Eleitores: 12.680.584 (11% do eleitorado brasileiro) (maio/2002). Sede do
governo:
Palácio da Liberdade. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários, Belo Horizonte. Tel. (31) 3250-6011.

ECONOMIA – Participação no PIB nacional: 9,6% (2000). Composição do PIB: agropec.: 9,4%; ind.: 41,4%; serv.: 49,2% (1999). PIB per capita: R$5.925 (2000). Agricultura: cana-de-açúcar (18.150.934 t), milho (4.603.570 t), soja (1.934.005 t), café (1.055.000 t), batata (921.397 t), mandioca (869.706 t), laranja (611.681 t), tomate (607.922 t), banana (578.864 t), abacaxi (370.287.000 frutos) (prelim. maio/2002). Extrat.: lenha (2.902.699 m3), carvão vegetal (413.319 t), pequi (1.314 t), mangaba (498 t), urucum (233 t) (2000). Pecuária: aves (87.349.806), bovinos (19.975.271), suínos (3.142.220), eqüinos (928.166) (2000). Mineração: areia e cascalho (15.516.222 m3), pedra britada (12.221.719 m3), ferro (163.124.092 t), calcário (22.139.084 t), rocha fosfática (2.605.583 t), níquel (20.344 t), ouro (18.197.968 gr), água mineral (307.952.597 l) (2000). Indústria: alimentícia, metalúrgica, siderúrgica, mecânica, extrativa mineral, automobilística e agroindústria (2000). Export. (US$ 6 bilhões): minério de ferro (26%), produtos siderúrgicos (22%), café em grão (14%), veículos e peças (8%), celulose (5%). Import. (US$ 3 bilhões): veículos e peças (18%), carvão (10%), máquinas e motores (6%), minerais não-ferrosos (6%), fertilizantes (5%), petroquímicos (4%) (2001).

ENERGIA ELÉTRICA – Geração: 31.934 GWh; consumo: 35.732 GWh (2001).

TELECOMUNICAÇÕES – Telefonia fixa: 4,4 milhões de linhas; celulares: 3,6 milhões (est. 2002).

CAPITAL – Belo Horizonte. Habitante: belo-horizontino. Pop.: 2.238.526 (2000). Malha
pavimentada:
97% (1999). Vias urbanas iluminadas: 94% (1999). Automóveis: 498.895 (2000). Jornais diários: 6 (2001). Cultura e lazer: bibliotecas públicas (9), museus (8), teatros e casas de espetáculo (22), cinemas (21) (1999). Prefeito: Fernando Pimentel(PT). Nº de vereadores: 37 (2000). Data de fundação: 12/12/1897.


Matheus

1 de junho de 2008

Curiosidades..

Como funciona a busula?

Norte, Sul, Leste, Oeste, Sudeste, Nordeste, Sudoeste, Noroeste. A bússola pode nos indicar todas essas direções. Mas de que maneira a pequena seta desse instrumento consegue isso? Vamos tentar entender experimentando...
Tenha em mãos dois ímãs – aqueles de geladeira, em forma de barra, servem. Aproxime um ímã do outro e observe que a extremidade de um vai atrair ou repelir a ponta do outro. Isso acontece porque os ímãs têm dois pólos, Norte e Sul, e os pólos opostos se atraem, enquanto os iguais se repelem.
Outro teste: apóie um dos ímãs em uma mesa e segure o outro um pouco acima do que ficou apoiado. Movimente o ímã que está na sua mão e repare que o outro vai rodar sobre a mesa. Neste caso, o ímã não foi atraído, mas sofreu uma pequena influência que o fez se movimentar.
Agora, pense na Terra como um grande ímã. Esse exercício de imaginação tem grande relação com a realidade porque na Terra existem campos magnéticos. É como se os seus pólos fossem capazes de atrair. E o que a bússola tem a ver com tudo isso?
Esse instrumento, que consiste em uma caixa com uma agulha magnética dentro, nada mais é do que um pequeno ímã que se move atraído pelos extremos da Terra. Por isso, em qualquer parte do planeta, a agulha da bússola vai ser influenciada pelo campo magnético da Terra, rodando e apontando para a direção dos extremos Norte-Sul.
Assim, se estamos em São Paulo e queremos ir para o Nordeste poderemos usar uma bússola: sua agulha vai se alinhar na direção Norte-Sul. À direita da agulha estará o Leste, e entre esta direção e o Norte, ficará a direção do Nordeste.
A bússola foi inventada no século 10 pelos chineses e muito utilizada para orientação dos navegadores. Esse instrumento foi a primeira aplicação prática do fenômeno do magnetismo, hoje tão importante na construção de motores, discos rígidos de computadores etc.


Alberto Passos Guimarães
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

REVISTA CHC (Ciência hoje das crianças) 179 : MAIO DE 2007

Carolina

30 de maio de 2008

De Curral d'El Rei a Belo Horizonte

Existem duas versões para o nome Curral d’El Rei. A primeira diz que havia no local um curral onde o gado era reunido para ser contado e preparado para ser distribuído pela região das minas. Após ter sido feita a contagem, fazia-se o pagamento de impostos à Coroa Portuguesa. Pela segunda versão, existiu, aqui, um curral de aluguel pertencente a um dos parentes de Tomé Portes d’El Rei. Após ter passado pelo Registro de Contagem, onde se pagavam os impostos, o gado pernoitava nesse curral.

Durante dois séculos, XVIII e XIX, a vida transcorreu pacata e tranqüila no Curral d’El Rei. Após a Proclamação da República, o “Club Republicano” do Curral d’El decide mudar o nome do Arraial que se tornara naquele momento impróprio frente à nova ordem política. Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul, Belo Horizonte e Novo Horizonte foram os nomes sugeridos. O nome votado foi o de Novo Horizonte, que havia sido proposto pelo Juiz de Paz e presidente do “Club Republicano”, José Carlos Vaz de Melo. Ele foi à Ouro Preto para fazer o pedido ao Governador João Pinheiro, que, em um primeiro momento, relutou na troca do nome alegando dificuldades administrativas. Devido à insistência do Coronel Vaz de Melo, João Pinheiro concordou em mudar o nome, mas achou inexpressivo o nome proposto. Quando foram apresentados os outros nomes da lista, o governador escolheu o nome Belo Horizonte. No dia 12 de abril de 1890, foi assinado o decreto nº 36. “O doutor governador do Estado de Minas Gerais resolve determinar que a freguesia do Curral D’el Rei, município de Sabará, passe a denominar-se d’ora em diante Bello Horizonte, conforme foi requerido pelos habitantes da mesma freguesia. Neste sentido expeçam-se as necessárias comunicações. Palácio, Ouro Preto, 12 de abril de 1890 – João Pinheiro da Silva.”



Curral D'El Rei

A QUESTÃO DA TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL

7 de abril de 1891 – O Dr. Augusto de Lima, governador provisório de Minas Gerais, enviou uma mensagem ao Congresso Constituinte Mineiro pedindo a mudança da capital e indicava o arraial de Belo Horizonte como o lugar ideal para construí-la.

“... Nenhum, porém, preocupa mais o espírito público de que sois legítimos órgãos, nenhum mais se impôs à meditação do Governo, desde a administração dos meus últimos antecessores, até hoje, do que aquele que tem por objetivo dotar o Estado de uma nova Capital, que seja um centro de atividade intelectual, industrial e financeira, e ponto de apoio para a integridade de Minas Gerais, seu desenvolvimento e prosperidade, pois que de tais condições carece, infelizmente, a atual Capital, tão prestigiada, entretanto, pelas recordações que formam o mais caro patrimônio histórico do povo mineiro. O Governo, no intuito de concorrer para a solução desta magna questão, depois de estudá-la em todas as suas faces, nomeadamente quanto à localização mais apropriada à edificação da nova cidade e de habilitar-se com os esclarecimentos e informações exigíveis, chegou à conclusão de que nenhum outro lugar reúne maior soma de condições para o fim de vista do que o planalto denominado Belo Horizonte, no Vale do Rio das Velhas, no município de Sabará, onde possui o Estado considerável extensão de terrenos...”

Assim, com a atividade mineradora completamente esgotada há mais de um século e a economia mineira centrada da cafeicultura e na criação de gado, o Estado sentia a necessidade de uma nova capital. A justificativa do governo no parágrafo pode ser entendida como:

- Uma capital que assegurasse a unidade territorial que estava ameaçada pelas oligarquias do sul e da zona da mata.

- A jovem república brasileira tinha como filosofia a modernização do país, como diz o lema da bandeira nacional – ordem e progresso. O desejo dos republicanos mineiros era de mostrar a todo Brasil uma cidade que simbolizasse o espírito da modernidade.

- Ouro Preto representava uma velha ordem, um passado colonial e imperial, mas, também era local que deveria ser preservado, ali estavam as sementes da liberdade, o berço da Inconfidência Mineira. Em 1892, um grande monumento em homenagem a Tiradentes começava a ser erguido na Praça da Independência, em Ouro Preto, que passava, então, a se chamar Praça Tiradentes.

Foi, assim, constituída uma comissão de 11 membros para estudar a implantação da nova capital. Após os estudos, no dia 28 de outubro de 1891, foi promulgada a Lei nº 1, adicional à Constituição, que, oficialmente, transferia a capital.

14 de julho de 1892 - Afonso Pena era empossado como o primeiro presidente eleito do Estado. Dando continuidade aos trabalhos de seu antecessor, designou, em 9 de dezembro do mesmo ano, o Engenheiro paraense Aarão Reis para chefiar a comissão que fez o levantamento das localidades indicadas – Barbacena, Juiz de Fora, Paraúna, Várzea do Marçal e Belo Horizonte.

1893 - O engenheiro Aarão Reis apresentou seu parecer final. “Entre a Várzea do Marçal e o Belo Horizonte é difícil a escolha, em ambas, a nova cidade poderá desenvolver-se em ótimas condições topográficas, em ambas, é facílimo o abastecimento d’água e a instalação de esgotos, ambas oferecem excelentes condições para as edificações e a construção em geral, e se, na atualidade, a Várzea do Marçal representa melhor o Centro de Gravidade do Estado e acha-se já ligada por meios mais rápidos e fáceis de comunicação com todas as zonas, - daqui a algumas dezenas de anos Belo Horizonte melhor o representará, de certo, e mais diretamente ligada ficará a todos os pontos do vasto território mineiro.” (Comissão Construtora).

17 de dezembro de 1893 – no governo do Presidente de Estado de Crispim Jacques Bias Fortes é promulgada a lei nº 3 adicional à constituição do Estado de Minas Gerais, que aprovou o plano elaborado por Aarão Reis para a nova capital na localidade de Belo Horizonte.

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPITAL

12 de dezembro de 1893 – Foi aprovado o plano elaborado pelo engenheiro Aarão Reis para a nova capital.



Comissão - Engenheiro Aarão Reis

14 de fevereiro de 1894 - Através do Decreto nº 680, é criada a Comissão Construtora da Nova Capital, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis.

5 de março de 1894 – Iniciaram-se as obras. Em pouco tempo, todo o arraial de Belo Horizonte deixou de existir. Suas casas e capelas foram demolidas. Construíu-se uma cidade como se nada tivesse existido ali. Ruas, avenidas e praças surgiam de acordo com os projetos. 430 propriedades foram desapropriadas a um custo de 841.666$360 mil réis. Os moradores tiveram que se retirar para as vizinhanças. O censo realizado em 1890 revelava que o arraial dispunha de 172 casas, 16 estabelecimentos comerciais, 31 fazendas, 40 fábricas de farinha e 16 engenhos de cana.



Igreja da Boa Viagem

“Enfim, quanto havia de mais notável no arraial em vias de cidade estava na Rua General Deodoro. E durante o dia, enquanto as dinamites estouravam pedreiras nas pedreiras; enquanto os comboios do Ramal, apitando a cada momento, transportavam os materiais para as construções; enquanto se ouvia a cantilena dolente dos operários na faina de seus trabalhos na rua General Deodoro era aquele contínuo desfilar de homens calçados de botas, todos com o pensamento voltado para o dia 17 de dezembro de 1897, último prazo constitucional estabelecido para a mudança da Capital.” (Abílio Barreto)

As construções foram avançando e, em dezembro de 1897, as vias públicas, cinco edifícios públicos, serviços de água, esgoto, iluminação, ramal férreo, estação ferroviária estavam prontos. A Cidade de Minas - assim se chamava a nova capital - deixava assombrados os antigos moradores do velho arraial do Curral d’El Rei e os futuros moradores, funcionários públicos que vieram transferidos de Ouro Preto.Todo o planejamento era algo extremamente inovador, já que rompia completamente com o “urbanismo colonial”.



Praça Sete

Quase todos os proprietários foram indenizados em espécie, outros preferiram fazer a troca por lotes dentro da área planejada. A quantia recebida pela indenização, em grande parte dos casos, não foi suficiente para a compra de lote na nova cidade. Ver o arraial desaparecer aos poucos, e com ele a história de gerações, a perda da identidade, foi para muitos um duro golpe que acabou levando-os à opção de se mudarem para outras localidades. Para outros, a tristeza. O projeto de Aarão Reis, ordenado dentro dos melhores conceitos de urbanismo da época, não se preocupou com espaços para a classe operária. Circundada pela Avenida do Contorno, a área planejada na questão de residências só tinha espaço para os profissionais liberais, comerciantes e funcionários públicos. Assim, às margens da Contorno, foram surgindo bairros populares fora do planejamento oficial. “O projeto de Aarão Reis é minucioso, sofisticado, segregacionista e elitista. O plano da cidade determina o espaço a ser ocupado tanto pelas atividades (habitat, trabalho, lazer e administração pública, por exemplo) quanto pelas classes sociais, preservando e isolando as de maior poder aquisitivo.” (BH Verso e Reverso).

O Padre Francisco Martins Dias deixou suas impressões do que via acontecer com seu velho arraial. “Belo Horizonte é hoje um contraste de velharias e novidades: ao pé de uma cafua de barro, coberta de capim ou zinco, eleva-se um edifício velho do Curral d’el Rei, surge um primoroso palacete da Nova Capital; junto de uma estreita e pobre rua, formada de casas e choupanas de todos os tons e categorias, que atestam a modéstia ou pobreza dos antigos habitantes do Curral, estira-se, desafrontada, larga e extensa rua da nova cidade. Mas essas cafuas, essas velhas casas e essas ruas irregulares do Curral vão desaparecendo, pouco a pouco, ao passo que, como que por encanto, surgem outras novas.” (1897).

A Cidade de Minas - A primeira cidade planejada do Brasil

12 de dezembro de 1897 - O grande dia! Com todos os festejos, a Cidade de Minas que custou aos cofres do governo 36 mil contos de réis foi inaugurada.“ O dia 12 começou com uma salva de 21 explosões de dinamite, já que não existiam canhões em Belo Horizonte. Duas bandas de música fizeram a alvorada, tocando em todas as ruas da cidade. Às 11 horas, partiu um trem especial, levando chefes da comissão construtora e de festejos ao encontro do governador do estado, que tinha partido de Barbacena pela madrugada. O governador aqui chegaria às duas horas da tarde, sendo recebido por oito mil pessoas, na praça da Estação. O cortejo seguiu em direção à Praça da Liberdade, passando pela avenida Amazonas, rua Espírito Santo, avenida Afonso Pena, rua da Bahia, rua Guajajaras e avenida da Liberdade.

Enquanto pétalas de rosas caíam sobre o povo, o governador Bias Fortes assinava o decreto número 1.085, que foi referendado por todos os secretários e lido ao povo pelo oficial de gabinete, dr. Estevão Lobo. Novamente, ouviu-se uma salva de dinamites e três bandas de música tocaram o Hino Nacional. Mais tarde, foi cantado em público o solene “Te Deum”. Terminavam as solenidades oficiais, mas pela noite afora continuariam as festas populares, com os jornais “A Capital” e “Bello Horizonte” lançando edições especiais...no dia 13, foi extinta a comissão construtora e, a 29 de dezembro, nomeado o primeiro prefeito, Adalberto Ferraz Luiz.” (De como nasceu aqui a Capital de Minas, Estado de Minas).

Quanto custa uma nova capital. A construção de Belo Horizonte custou ao tesouro do Estado 36 mil contos de réis!

Novamente Belo Horizonte

1901 – O nome Cidade de Minas escolhido para a nova capital acabou não agradando, nem a políticos, nem à população. Em 1901, o presidente do Estado, Silviano Brandão, sancionou a lei que designava o nome Belo Horizonte para a capital mineira.

Em resumo Belo Horizonte teve as seguintes denominações,

- 1711 a 1890 - Arraial do Curral d’El Rei

- 1890 a 1897 - Belo Horizonte

- 1897 a 1901 - Cidade de Minas

- de 1901 em diante - Belo Horizonte



Região central de Belo Horizonte

A capital não parou mais de crescer. Em 1902, inaugurou-se o serviço de bonde; em 1908, já era o segundo produtor têxtil de Minas Gerais com quatro fábricas e 407 operários. O censo de 1912 registrou 40.365 habitantes, dos quais 11% eram estrangeiros, em sua maioria italiana. Em 1935, a especulação imobiliária já começa a preocupar a administração municipal, que elabora um decreto para tentar controlá-la. A administração Juscelino Kubitschek, na década 40, trouxe profundas transformações. Pavimentações, urbanização de novos bairros, criação do museu histórico e a obra máxima – o conjunto arquitetônico da Pampulha, composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Cassino, hoje, Museu de Arte da Pampulha, sem dúvida, o grande atrativo turístico de Belo Horizonte.



Inauguração dos bondes elétricos

A década de 50 se inicia com a capital abrigando 352.000 habitantes. A cidade ganhou o serviço de ônibus elétricos e sua vida cultural se desenvolve com o surgimento de novas revistas e jornais, formação de corais, salões de arte. Nos anos 60, Belo Horizonte mostra que deixara definitivamente de ser uma cidade administrativa para se tornar uma cidade industrial e um grande centro comercial. Essa foi base que consolidou Belo Horizonte como a 3ª metrópole do país.

Belo Horizonte faz divisa com os seguintes municípios: Ribeirão das Neves (norte e noroeste), Santa Luzia (norte e noroeste), Sabará (leste), Nova Lima (sul e sudeste), Ibirité, (sudoeste), Contagem (oeste e nordeste).

A Região Metropolitana hoje é formada pelos municípios:



1. Baldim

2. Belo Horizonte

3. Betim

4. Brumadinho

5. Caeté

6. Capim Branco

7. Confins

8. Contagem

9. Esmeraldas

10. Florestal

11. Ibirité

12. Igarapé

13. Itaguara

14. Itatiaiuçu

15. Jaboticatubas

16. Joatuba

17. Lagoa Santa

18. Mário Campos

19. Mateus Leme

20. Matozinhos

21. Nova Lima

22. Nova União

23. Pedro Leopoldo

24. Raposos

25. Ribeirão das Neves

26. Rio Acima

27. Rio Manso

28. Sabará

29. Santa Luzia

30. São Joaquim de Bicas

31. São José da Lapa

32. Sarzedo

33. Taquaraçu de Minas

34. Vespasiano

28 de maio de 2008





NIck
Julia Macholl Brant

26 de maio de 2008





Polly pus muitas sim pra ver se pelo mehnos alguem defcah você ver 1
abraços
Christian

21 de maio de 2008

A historia de Belo Horizonte

Belo Horizonte é um município brasileiro e a capital do estado de Minas Gerais.
Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi a primeira cidade planejada do Brasil. A cidade é uma mistura de tradição e modernidade e destaca-se pela beleza de seus conjuntos arquitetônicos e uma rica produção artística e cultural.
De acordo com estimativas de 2007, sua população é de 2.412.937 habitantes[1], sendo a sexta cidade mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo[2]. De acordo com o recente estudo do IBGE, Belo Horizonte é o quinto maior PIB brasileiro representando 1,32% do total das riquezas produzidas no país[3].
A Região Metropolitana de Belo Horizonte, formada por 34 municípios, possui uma população estimada em 4.934.210 habitantes[1], sendo a terceira maior aglomeração populacional brasileira e a terceira em importância econômica da indústria nacional.
Índice
[mostrar]
1 História
1.1 Os primórdios da ocupação da região
1.2 A fundação da capital
1.3 O projeto de Aarão Reis
1.4 A expansão
1.5 A história recente: a partir da década de 80
2 Geografia
2.1 Relevo
2.2 Hidrografia
2.3 Clima
3 Demografia
3.1 Grupos étnicos
3.2 Religião
4 Política
5 Economia e Turismo
6 Cultura
6.1 Música
6.2 Artes Cênicas
6.3 Museus
6.4 Igrejas
6.5 Esportes
6.5.1 Clubes de futebol (em ordem alfabética)
6.5.2 Clubes sociais e de esportes especializados
7 Saúde
8 Educação
8.1 Educação Superior
9 Tecidos Urbanos
9.1 Principais Avenidas
9.2 Praças
9.3 Parques
9.4 Bairros
9.4.1 Bairros com logradouros temáticos
9.5 Regionais
10 Transportes
10.1 Bicicletas
10.2 Veículos particulares
10.3 Ônibus
10.4 Metrô
10.5 Táxis
10.6 Vans
10.7 Transporte Aéreo
11 Espaços Destacados
11.1 Pampulha
11.2 Alto das Mangabeiras
11.3 Savassi
11.4 Centro
11.5 Bares e restaurantes
11.6 Viaduto Santa Teresa
11.7 Feira da Afonso Pena
11.8 Mercado Central
12 Região Metropolitana de Belo Horizonte
13 Problemas Atuais
13.1 A degradação dos cursos d'água
13.2 Violência
14 Curiosidades
15 Cidades irmãs
16 Referências
17 Ligações externas
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[editar] História
[editar] Os primórdios da ocupação da região
Durante a expansão paulista, que cresceu com a descoberta de ouro, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz ocupou, em 1701, terras em que estabeleceu a fazenda do Cercado, base do núcleo do Curral del-Rei. Este cresceu ou diminuiu, pela instável divisão administrativa e religiosa. Nas fraldas da Serra do Curral, em 1750, por ordem da Coroa, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral, então sede da freguesia do mesmo nome instituída, de fato em 1718, em torno de capela ali construída pelo Padre Francisco Homem, filho de Miguel Garcia Velho. A freguesia foi oficializada em 1748. Em 1890, o arraial, do município de Sabará, tomou o nome de Belo Horizonte. Com a República e a descentralização federal, as capitais tiveram maior relevo: ganhava vigor a idéia de mudança da sede do governo mineiro, pois a antiga Ouro Preto era travada pela topografia. Assim, foi indicada Belo Horizonte, com o nome de Cidade de Minas.
[editar] A fundação da capital
O apogeu de Ouro Preto perdurou até o fim do século XVIII, quando as jazidas esgotaram-se e o ciclo do ouro deu lugar à pecuária e agricultura, criando novos núcleos regionais, inaugurando uma nova identidade estadual.
Ao final do século XIX, o ferro ganha grande importância no cenário econômico mundial e inaugura um novo ciclo econômico em Minas, o ciclo do ferro. A região de montanhas negras que vai de Ouro Preto à região do Curral Del Rey, de reservas próximas aos 15 bilhões de toneladas de minério de ferro, formam um local conhecido como Quadrilátero Ferrífero.
Concomitantemente, a então capital de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto, apresentava dificuldades de acomodar uma expansão urbana, devido à sua localização. Isso gerou a necessidade da transferência da capital para outra localidade. O Congresso Mineiro reunido em Barbacena, em sessão de 17 de dezembro de 1893, indicou pela lei n. 3, adicional à Constituição do Estado, as cidades de Juiz de Fora, Barbacena, Várzea do Marçal, Paraúna e Belo Horizonte como locais propícios à instalação da nova capital, depois que se ouvisse o parecer da Comissão Construtora, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis, que optou por Belo Horizonte. Seu território foi desmembrado de Sabará e inicialmente foi denominada Cidade de Minas. A capital do estado foi oficialmente transferida em 12 de dezembro de 1897 durante o governo de Crispim Jacques Bias Fortes, já com o nome de Belo Horizonte.
O local escolhido oferecia condições ideais: estava no centro da unidade federativa, a 100 km de Ouro Preto o que muito facilitava a mudança, acessível por todos os lados embora circundado de montanhas, rico em cursos d’água, possuidor de um clima ameno, numa altitude de 800 metros. A área destinada à nova capital parecia um grande anfiteatro entre as Serras do Curral e de Contagem, contanto com excelentes condições climatológicas, protegida dos ventos frios e úmidos do sul e dos ventos quentes do norte, e arejada pelas correntes amenas do oriente que vinham da serra da Piedade, ou das brisas férteis do oeste que vinham do vale do Rio Paraopeba. Era um grande vale cercado por rochas variadas e dobradas, com longa e perturbada história geológica, solos rasos, pouco desenvolvidos, de várias cores, às vezes arenosos e argilosos, com idade aproximada de 1 bilhão e 650 milhões de anos. Projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897, Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira moderna planejadaEntretanto, Aarão Reis não queria a cidade como um sistema que se expandiria indefinidamente. Entre a paisagem urbana e a natural foi prevista uma zona suburbana de transição, mais solta, que articulava os dois setores através de um bulevar circundante, a avenida do Contorno, bastante flexível e que se integrava perfeitamente na composição essencial. A concepção do plano fundia as tradições urbanísticas americanas e européias do século XIX. O tabuleiro de xadrez da primeira era corrigido por meio das amplas artérias oblíquas, e espaços vazios, uma preocupação constante com as perspectivas monumentais que provinha do Velho Mundo, com marcadas influências de Haussmann. Belo Horizonte surgia como uma tentativa de síntese urbana no final do século XIX. O objetivo de se criar uma das maiores cidades brasileiras do século XX, era atingido. Porém, o plano de Belo Horizonte pertencia a sua época, seu conceito estava embasado em fundamentos do século anterior, encerrava um período, mais do que iniciava outro. Mostrava preocupações com a pesquisa urbanística, arquitetônica e construtiva bastante excepcionais para a sua época. Sem dúvida indicou uma tendência promissora para o urbanismo no Brasil. Quando foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, Belo Horizonte contava com 25.000 habitantes. As novas construções se opunham ao barroco colonial, tentando apagar as lembranças do passado. O Brasil independente buscava seu estilo no ecletismo desse tempo. Os primeiros conjuntos urbanos se definiam. A Praça da Liberdade aparecia como grande paço municipal, com as Secretarias de Estado e o Palácio do Governo. O Parque Municipal, embora com seu traçado inicial modificado, se implantava no local previsto. A Praça da Estação, a Avenida Santos Dumont, a Rua da Bahia e a Avenida Afonso Pena, faziam parte de diversas imagens de época que contavam a trajetória da cidade.
A expansão urbana extrapolou em muito o plano original. Quando foi iniciada sua construção, os idealizadores do projeto previram que a cidade alcançaria a marca de 100 mil habitantes apenas quando completasse 100 anos. Em 1997, ano do centenário, a cidade possuía mais de 2 milhões de pessoas. Essa falta de visão se repetiu em toda a história da cidade que jamais teve um planejamento consistente que previsse os desafios da grande metrópole que se tornaria.
Aos poucos, pequenas fábricas instalaram-se, a energia elétrica ampliou-se, as obras foram retomadas, os transportes melhoraram e começaram a surgir praças e jardins que deram uma nova paisagem. O número de empregos cresceu, chegaram novos habitantes, a vida social e cultural começou a se agitar. A indústria ganhou impulso na década de 20 e inauguraram-se grandes obras, surgiram novos bairros, sem planejamento, e com eles, sérios problemas urbanos.
[editar] A expansão


Vista da cidade.
A nova capital foi o maior problema do governo do Estado no início do regime: construída após vencer muitos obstáculos, ela permaneceu em relativa estagnação devido à crise financeira. Ligações ferroviárias com o sertão e o Rio de Janeiro puseram a cidade em comunicação com o interior e a capital do país. O desenvolvimento foi mínimo até 1922.Pelas proclamadas virtudes de seu clima, a cidade tornou-se atrativa, especialmente para o tratamento da tuberculose: multiplicaram-se os hospitais, pensões e hotéis, mas até 1930 exerceu função quase estritamente administrativa. Foi também na década de 1920 que surgiu em Belo Horizonte a geração de escritores de raro brilho que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Ciro dos Anjos, Pedro Nava, Luís Vaz, Alberto Campos, Emílio Moura, João Alphonsus, Milton Campos, Belmiro Braga e Abgar Renault se encontravam no Bar do Ponto, na Confeitaria Estrela ou no Trianon, para

Luiz Felipe http://pt.wikipedia.org/wiki/Belo_Horizonte

20 de maio de 2008

Coonseguimos!!!!!!!

Polly e turma,
conseguimos um nome para nossa biblioteca né!!!A POLLYTECA

Maria Luiza

19 de maio de 2008

Galileu Galilei

Físico, matemático e astrônomo italiano (15/2/1564-8/1/1642). Fundador da mecânica moderna e da física experimental. Nasce em Pisa, filho do músico Vincenzo Galilei. Muda-se com a família para Florença aos 10 anos de idade, mas volta a sua cidade para estudar medicina na Universidade de Pisa em 1581. Interessa-se por matemática e ciências e chega a fazer um curso na universidade. Por falta de recursos, não consegue continuar os estudos e retorna a Florença em 1585. Leciona matemática na academia da cidade até 1592. No ano seguinte assume a cátedra da matéria na Universidade de Pádua, onde permanece por 18 anos. Ao final desse período, publicaHistória e Demonstração em Torno das Manchas Solares (1613) e descobre os quatro satélites de Júpiter, provando que alguns astros são capazes de orbitar em torno de outros. Observa que Vênus tem as mesmas fases da Lua e conclui que o planeta, como a Terra, também orbita ao redor do Sol. É o responsável pela fundamentação científica da Teoria Heliocêntrica de Copérnico, apresentada em 1632 na obra Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo. Em 1633 é processado por heresia durante a Inquisição promovida pela Igreja Católica e obrigado a renegar suas idéias. Passa os últimos oito anos de vida em prisão domiciliar por causa do processo. Morre em casa, em Arcetri, cidade vizinha a Florença.

Matheus

16 de maio de 2008

CURIOSIDADES MATEMÁTICAS

Turminha, vejam que bacanas estas curiosidades matemáticas! Elas - e muitas
outras - estão disponíveis no site Só Matemática, que é muito legal. Dêem uma
navegada por lá... Tenho certeza de que vocês irão curtir muito!

Beijos,
Pollyana.

Multiplicando com os dedos

Você sabia que pode utilizar os dedos para realizar multiplicações entre números de 6a 10? Para isso, é necessário identificar os dedos da seguinte forma:


Por exemplo, para calcular 8x9, encosta-se o dedo equivalente ao 8 no dedo equivalente ao 9 na outra mão, como mostra a figura abaixo.



O resultado será um número de dois dígitos, onde o dígito das dezenas será igual à soma dos dedos que estiverem abaixo (incluindo os que estão em contato), e o dígito das unidades será igual à multiplicação dos dedos que estiverem acima. A figura a seguir ilustra a multiplicação.




Palavras derivadas do quatro

Existem diversas palavras derivadas do vocábulo quatro. Além dos números quatrocentos, quatrilão, quadragésimo, entre outros, podemos citar:

Quadrilátero - polígono de quatro lados.
Quadrante - arco correspondente à quarta parte da circunferência.
Quadrúpede - que possui quatro pés.
Quarteto - trecho de música executado por quatro vozes ou por quatro instrumentos. No caso do quarteto vocal, as vozes que completam são: soprano, contralto, tenor e baixo.
Quatríduo - espaço de quatro dias.
Quaresma - é o espaço de quarenta dias (desde a quarta feira de cinzas), sem contar os domingos, que precedem o domingo da Páscoa. Esse período é consagrado a orações e jejum pelos católicos.
Quartilho - a quarta parte de uma camada.
Quadriênio - período de quatro anos.
Quádruplo - multiplicado por quatro; quatro vezes maior.
Quadricelular - que é dividido em quatro células.
Quadriga - veículo antigo puxado por quatro cavalos.



Disponível em: http://www.somatematica.com.br/curiosidades2.php

13 de maio de 2008

Capitais


Polly, achei uma imagem de um mapa no google das capitais dos estados brasileiros, aquela que te mostrei na escola achei legal postá-la aqui no blog, já que estamos trabalhando mapas.
Laura Novaes